Educação,Seu Filho

O começo na pré-escola

Por Lauro Adriano em 9 de fevereiro de 2009 e não possui comentários

 

As primeiras experiências na escola provocam insegurança, mas trazem uma lição importante: ensinam a separar-se dos pais sem sofrimento e a reencontrá-los com alegria 

Ao entrar na pré-escola, a criança vive um momento delicado, pois tem que aprender, de uma só vez, a afastar-se do convívio familiar e a criar novas relações afetivas. A emoção das primeiras separações é muito forte. Ela se pergunta: “Por que tenho que vir para cá?” “A professora vai cuidar de mim?” “E se minha mãe não voltar’?” Os pais também sentem. “Será que meu filho vai ficar bem?”

Para que essa primeira separação não seja muito sofrida, as boas pré-escolas propõem um programa de adaptação que ajuda a criança a fazer amizades e a entrar aos poucos na rotina da classe. Geral­mente, o primeiro passo é uma visita à escola com o filho antes do início das aulas. Depois, a mãe, o pai ou, quando não for possível, a babá ou a avó deve ficar com a criança na escola por certo período. Esse tempo vai diminuindo até que ela se sinta segura, crie vínculos de afeto com a professora e conheça o espaço e os colegas. Só assim ela vai estar à vontade para brincar, participar e aprender.

O tempo de adaptação varia muito. As crianças mais tímidas e as com menos de 3 anos podem pre­cisar de duas ou até de três semanas.

 

A diplomacia da adaptação

Não fique perguntando à criança se ela quer ir à escola. Ela não é capaz de decidir sozinha. É pre­ciso que os pais estejam muito seguros de sua opção, caso contrário a criança vai perceber.

Procure matricular seu filho no início do ano ou do semestre. Assim ele não será o único aluno novo

no grupo. Para encorajá-lo, deixe-o levar seu pani­nho ou brinquedo preferido. É uma maneira de man­ter o vínculo com sua casa.

Evite colocá-lo na escola pela primeira vez num momento que coincida com dificuldades ou trans­formações na família, como morte de alguém queri­do, divórcio dos pais, nascimento de um irmão ou mudança de casa. Nessas horas, seu filho precisa estar junto de você.

 

Vai-e-vem

Mesmo depois de uma familiarização bem-suce­dida é comum haver retrocessos. Após uma semana sem a mãe na escola, muitas vezes a criança fica triste, agressiva ou não participa das atividades em grupo. Também pode apresentar comportamento regressivo em casa, como chupar o dedo ou fazer xixi na cama. É difícil saber ao certo por que isso ocorre. Talvez uma briga com amiguinhos ou a ausência da professora por um dia. Busque informações na esco­la o quanto antes e combine uma ação conjunta com a professora.

É importante lembrar que a separação é um processo que gera sentimentos que precisam ser entendidos. Os pais não devem se sentir enver­gonhados se o filho não aceita a nova situação com a mesma facilidade de outras crianças. Cada um pode ter uma reação diferente em momentos de mu­danças. Se ele não tiver se adaptado após três sem­anas, deve-se considerar a possibilidade de adiar o ingresso na escola por seis meses ou um ano.

 

Materia publicada na revista Claudia

Submarino.com.br

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